Professora Leozinha, Luciana Basílio, Taliana Neves,Tamara Ferreira, Nil Evangelista e Rosana Aguiar
A greve de fome iniciada por professoras da rede pública municipal de Porto Velho completou 24 horas nesta semana e já provoca forte repercussão entre educadores, estudantes e a sociedade civil. O ato extremo, marcado pela resistência e pelo apelo por dignidade, denuncia o descaso com a educação pública e a ausência de diálogo por parte da gestão do prefeito Léo Moraes, além do silêncio dos sindicatos da categoria.
Na foto que circula nas redes sociais e em grupos de mobilização aparecem as professoras Leozinha, Luciana Basílio, Taliana Neves, Tamara Ferreira, Nil Evangelista e Rosana Aguiar, que assumiram publicamente a linha de frente do protesto. Unidas, elas decidiram colocar a própria saúde em risco para chamar a atenção das autoridades e da população para reivindicações históricas da educação municipal, entre elas o cumprimento de compromissos assumidos em campanha e o respeito aos direitos dos trabalhadores da educação.
Segundo relatos de colegas e apoiadores, a greve de fome é resultado do esgotamento das tentativas de negociação.
“Não se trata de radicalismo, mas de desespero. Quando educadoras precisam recorrer a uma greve de fome para serem ouvidas, algo está muito errado”, afirmou uma professora que acompanha o movimento.
O que mais causa indignação entre os manifestantes é o silêncio absoluto. Até o momento, nem a Prefeitura de Porto Velho, sob a gestão de Léo Moraes, nem os sindicatos que deveriam representar a categoria se pronunciaram oficialmente ou buscaram mediação. Para os educadores, essa postura representa “virar as costas” para a educação pública e para quem sustenta o sistema educacional no dia a dia das escolas.
Especialistas e lideranças sociais alertam para os riscos à saúde das grevistas, sobretudo com o passar das horas, e cobram uma resposta urgente do poder público. A greve de fome, além de um ato de protesto, tornou-se um símbolo da crise na educação municipal e da falta de canais efetivos de diálogo.
Enquanto o relógio avança e a greve entra em seu segundo dia, cresce a expectativa por uma manifestação oficial da Prefeitura e dos sindicatos. Para as professoras em greve, o silêncio não é apenas omissão: é uma escolha política que aprofunda o abandono da educação em Porto Velho.



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